A realidade brasileira nos mostra a dificuldade na educação de jovens nas regiões periféricas causada pela situação de pobreza, exclusão social e violência.
A noção de cidadania, em seu sentido ideal e normativo, implica o estabelecimento de regras sociais igualitárias e universais relativas ao papel social do indivíduo. Como cidadãos, todos têm os mesmos direitos baseados em princípios básicos de igualdade e justiça social, em qualquer espaço social.
A ausência de um Estado social é o principal motivo da violência nas periferias. O artigo terceiro da Constituição Federal prevê os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: “garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. No entanto, os números dizem o contrário.
Apesar dos significativos avanços promovidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, como o combate ao trabalho infantil e a redução da mortalidade, o poder público ainda não investe em políticas que gerem mudanças estruturais profundas na vida desses jovens.
A questão da cidadania apresenta-se, portanto, como um desafio histórico brasileiro. Nesse sentido, este trabalho constitui numa tentativa de esclarecer a importância de ser cidadão e exercer a cidadania.
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